segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Bioplastia - Polimetilmetacrilato


















Histórico

No início do século XX foram sintetizadas as primeiras substâncias efetivas e, relativamente, biocompatíveis. Segundo LEMPERLE (2003) a substância aloplástica ideal para implantação deveria: ser biocompatível, segura, estável no local da implantação, manter seu volume uma vez implantada no hospedeiro, não causar protusão através da pele ou mucosa, induzir mínima reação de corpo estranho, não ser removida por fagocitose, não possuir potencial migratório para locais distantes e, principalmente, não causar granuloma por corpo estranho. Rubin (1997) complementa dizendo que o material deve ser inerte aos fluídos corporais, facilmente manipulável na mesa cirúrgica e, acima de tudo, permanentemente aceito.

Os compostos de colágeno, as melhores substâncias existentes até o momento para preenchimento de tecidos moles, não ofereciam resultados animadores, pois perdiam em pouco tempo seu efeito reparador, sendo reabsorvidos por fagocitose pelos macrófagos em cerca de quatro a seis semanas. Foi também tentado o uso de silicone (Bioplastique), apresentando, entretanto, muitos efeitos colaterais entre eles a formação de extensos granulomas (devido a superfície áspera das micropartículas), tornando inaceitável seu uso para preenchimento de tecidos moles.

O polimetilmetacrilato foi sintetizado pela primeira vez em 1902 pelo químico alemão Röhm e patenteado como Plexiglas em 1928. Em 1940 foi usada a primeira placa de Plexiglas para cobrir um defeito na calota craniana. Já em 1947 Judet introduziu a primeira prótese de costela feita de PMMA. Charnley em 1960 usou pela primeira vez a substância como cimento ósseo para fixação de uma prótese de Moore. Foi ainda usado por Bucholz como um carreador de antibióticos, como a gentamicina, em 1971 e, em 1974 Klemm introduziu o uso de cadeias de gentamicina e PMMA para o tratamento da osteomielite.

As primeiras experiências do uso do PMMA para implantação em tecidos moles foram realizadas na Alemanha. Ott (1988) e Lemperle (1991) realizaram os primeiros testes com a implantação de partículas não reabsorvíveis na pele de ratos seguindo-se, então, de uma análise histológica. Nesses estudos o menor número de reações celulares era obtido com as microesferas de polimetilmetacrilato, até então usado, principalmente como cimento ortopédico.

Foi somente em 1994 que surgiu a idéia de se misturar as microesferas de polimetilmetacrilato ao colágeno bovino criando um veículo pastoso e facilmente implantável na subderme através de agulhas finas.

A partir de então se constatou uma maior permanência do implante no local, tendo, nesse contexto, os compostos de colágeno misturados a microesferas de PMMA, causado grandes expectativas para os pesquisadores e a comunidade médica.

Diversas empresas comercializam compostos de PMMA, existindo no mercado diversos nomes fantasias disponíveis para uso. Os produtos variam principalmente em relação à substância carreadora e ao tamanho das microesferas. Podem ser encontrados já preparados em seringas ou em frascos de vidro. Os principais nomes fantasias desses produtos no mercado são: Metacrill (Nutricell Laboratory), Arteplast, Profill, Artecoll, new plastic.

O Metacrill é composto de microesferas de PMMA com diâmetros ao redor de 40 micra, em suspensão em meio colóide de carboxi-metilcelulose.

O Artecoll é composto por microesferas de PMMA, de 30 a 42 mícrons de tamanho, suspensas num gel carreador a base de água composto de 3.5% de colágeno bovino com remoção do final de uma cadeia telopeptídia imunogênica, o que diminui sua antigenicidade. São adicionados ainda 0.3% de lidocaína.


Figura 2. As microesferas de polimetilmetacrilato de 30-40 um possuem superfície totalmente livre de impurezas garantindo que essas não sejam fagocitadas e, além disso, produzam pouca reação inflamatória.


O produto Artecoll deve ser implantado estritamente intradérmico (derme reticular) um pouco acima da junção entre a derme e o tecido celular subcutâneo, sendo contra indicado seu manejo em planos profundo como intramuscular e justa-periosteal, como vem sendo empregado no Brasil em procedimentos de bioplastia com compostos semelhantes de Polimetilmetacrilato. No final de cada implantação o implante deve ser massageado e aplicada pressão delicada caso ocorra formação de nódulos.

Figura 3. Injeção do Artecoll (composto de microesferas de PMMA e colágeno) na derme profunda para correção de rugas.

Quanto ao volume a ser implantado, é muito raro que ocorra "supercorreção" devido ao fato de haver uma densidade alta na derme profunda o que permitirá somente que uma certa quantidade do produto seja injetada. Devido a esse fato, se recomenda que sejam feitas mais uma ou duas aplicações, em cima da já existente para que se consiga um resultado ótimo.

A Resposta do Hospedeiro à Implantação

Foi através de estudos histológicos que se pôde chegar a um tipo de implante como os de PMMA, que se mantivessem estáveis por um longo período de tempo no local da implantação, além de induzir a mínima resposta como corpo estranho.

ALLEN (1992) em um estudo longitudinal estudou as reações celulares após a injeção de implantes inertes. Tais reações eram seguidas por uma série de eventos de magnitude variável. Nas primeiras 24 horas neutrófilos e pequenas células redondas predominam; em 48 horas há predomínio de monócitos; em sete dias já está ocorrendo formação de células gigantes contra corpos estranhos; em duas semanas a resposta celular já está moderada; em quatro semanas os monócitos se diferenciam em células epitelióides e os fibroblastos aparecem; com seis semanas células gigantes de corpo estranho são notadas e a deposição de colágeno se intensifica; em oito semanas as células inflamatórias crônicas estão dispersas ao longo de uma maciça deposição de colágeno. A partir daí, a reação celular ao corpo estranho se estabiliza e em seis meses células gigantes e um pequeno grau de resposta celular está presente com uma reduzida quantidade de colágeno denso e há conversão dos fibroblastos em fibrócitos.

Reisberger (2003) complementa dizendo que apesar de um estudo histológico apropriado a longo termo não ter sido realizado, não há mudança no padrão histológico após aproximadamente seis meses.


Figura 4. Em seis meses as microesferas de Artecoll se encontram rodeadas por tecido conjuntivo do hospedeiro e alguns macrófagos.



O grande avanço que se obteve com o uso de microesferas de PMMA, foi o fato de o implante permanecer definitivamente no sítio de aplicação sem potencial migratório, induzindo, ainda, a mínima reação de corpo estranho. Tal fenômeno ocorre devido às esferas possuírem uma superfície extremamente lisa, livre de impurezas e com ausência de cargas elétricas. Uma vez implantadas elas são encapsuladas pelas fibras colágenas do hospedeiro, impedindo que estas sejam fagocitadas e prevenindo o seu deslocamento.O tamanho das microesferas também é suficientemente grande para que elas não sejam fagocitadas.



Indicações para Uso do PMMA

Os compostos de microesferas de PMMA têm sido amplamente utilizados na cirurgia plástica para reconstrução e preenchimento de tecidos moles, no Brasil está sendo utilizada em planos profundos com excelentes resultados.

O uso dos compostos de PMMA tem sido descrito na literatura para diversos fins, desde para a correção de cicatrizes ocasionadas por acne, passando por seqüelas decorrentes de trauma e por fim, até para a correção de rugas.

Com o intuito de facilitar sua aplicação e minimizar os riscos foram criadas microcânulas tanto pata implantação do PMMA quanto para analgesia (Ncul), estas sãoo atraumáticas, não provocando lesão vascular.


Figura 5. Correção dos sulcos nasolabiais com implantação de polimetilmetacrilato, antes a esquerda e seis meses após o procedimento.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Massagem Estética Modeladora!!


Nosso "carro chefe"!!

Desenvolvemos uma técnica de redução estética baseada em teorias da massagem clássica e moderna:

Massomodeladora Corporal

Nesta avaliamos quais tratamentos estéticos a propor;
o tipo de pele, de corpo, de creme a ser utilizado, sendo todos manipulados de acordo com a necessidade de cada cliente e realizamos as medições corporais.
Tratamentos inclui 10 sessões de massagem manual com duração de 1h!!


Objetivo: reduzir gordura localizada, celulite, flacidez, retenção líquida e centímetros em geral

Atendimento Masculino




Uma massagem masculina é fantástica, para poder revigorar os seus músculos, fazer um tratamento de pele e conseguir efeitos relaxantes fantásticos. Recomendação: você deveria conseguir fazer pelo menos uma massagem todos os meses.

A massagem masculina é uma massagem exactamente igual às que são utilizadas para as mulheres, com os mesmos benefícios e tratamentos. Os homens têm por vezes alguma timidez em assumirem estes tipos de tratamentos e mimos do corpo. Mas a verdade é que os efeitos para a saúde são excelentes.

Todos nossos serviços de tratamentos corporais estendem-se aos clientes homens.

O homem não deverá ter vergonha de fazer tratamentos de pele e massagens, porque a ciência vem demonstrando que podemos melhorar a nossa saúde através destes tratamentos.

O homem é constituído, normalmente por músculos maiores e mais fortes, daí a importância das massagens também em desportos tipicamente masculinos, como é o caso do futebol ou ciclismo. No entanto, não são massagens exclusivamente masculinas.

Temos uma sala para atendimento individual.

Bambuterapia - Massagem Relaxante Corporal


Através da técnica de massagem com bambus é possível alcançar todas as regiões do corpo, uma vez que as varas de bambus agem como se fossem o prolongamento dos dedos, tendo o diferencial de um relaxamento profundo, por aliviar tensões musculares. Atendimento para ambos os sexos.

Massagem em Gestantes


A drenagem linfática manual estimula e controla circulação linfática, diminuindo a instalação do edema.

Portanto, adota um papel tanto de prevenção quanto de reabilitação destas pacientes tão especiais, buscando não só devolver-lhes todas as capacidades e habilidades que, em decorrência da gravidez poderiam estar alteradas, mas tentar resgatar, através do toque lento e rítmico da drenagem, a mais plena harmonia entre corpo e mente da gestante, tão modificados neste período.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Contate-nos!


Estamos disponíveis a esclarecer quaisquer dúvidas sobre nossos serviços!

Liguem-nos para 3414-2236 ou Visite-nos no endereço Duque de Caxias, 2223

Pré e Pós Operatório Cirúrgico Estético






Quando um paciente deseja uma melhora corporal por meio da cirurgia plástica, ele procura um cirurgião de sua confiança e deposita nele todas as suas expectativas e fantasias.

Após a cirurgia, ele depara exatamente o que não deseja: a dor, o edema, as equimoses e outros desconfortos provenientes do procedimento, chegando em certos casos, a questionar a conduta profissional e a capacidade desse médico (cirurgião).

Nós por meio da massoterapia pré e pós cirúrgica, podemos minimizar as queixas e otimizar os resultados da cirurgia, diminuindo o desconforto e os traumas para o paciente. Cabe lembrar que sua satisfação talvez seja o critério hoje mais importante na avaliação dos resultados de procedimentos cirúrgicos.

Com esse trabalho, temos o objetivo de levar a todos os profissionais da área médica os benefícios da reabilitação em pacientes que foram submetidos a cirurgia plástica, destacando que a massagista tem muito a contribuir, tanto no pré como no pós operatório.



Drenagem Linfática

A dinâmica fisiológica da formação da linfa e do fluxo linfático está estreitamente interrelacionada com a dinâmica do sistema sanguíneo e do tecido intersticial. Este líquido do interstício retorna à circulação sanguínea por meio da difusão que ocorre em nível dos capilares venosos, no entanto, outra parte do líquido intersticial volta à circulação venosa por uma via secundária (o sistema linfático).

“Hoje a drenagem linfática manual adquiriu um lugar de destaque no tratamento de edemas e linfoedemas. Os Simpósios e Congressos de Linfologia realizados mundialmente reúnem membros do corpo médico e paramédicos adeptos da drenagem linfática manual”.

Para obter um importante e significativo resultado da drenagem linfática manual é de vital importância que o massagista tenha conhecimento da anatomia do sistema linfático (pré-coletores, vasos coletores, coletores principais e linfonodos), e da sua fisiologia.

O principal objetivo da drenagem linfática manual é drenar o excesso de fluido acumulado nos espaços intersticiais de forma a manter o equilíbrio das pressões tissulares e hidrostáticas.

A drenagem linfática manual deve ser lenta, suave e rítmica, causando um bom relaxamento do paciente e do corpo (pois a dor não faz parte desta conduta) e direcionando este líquido estagnado para os coletores linfáticos, aumentando assim a absorção linfática.

A drenagem linfática manual só não é indicada em alguns casos específicos como: tumores benígnos e malígnos, distúrbios circulatórios (flebite, tromboflebite), inflamação aguda, doenças de pele, processos infecciosos, estado febril, infarto do miocárdio, fase aguda das artrites.

A indicação da drenagem linfática manual no pré-operatório se deve pelo fato de ajudar a desintoxicar o seu organismo, facilitando a remoção do sangue, descongestionando os vasos e os tecidos, melhorando o aspecto da pele, ativando, limpando, regularizando e nutrindo os tecidos, reforçando a capacidade de auto defesa e auto purificação do corpo, acelerando o metabolismo para a eliminação dos radicais livres, enriquecendo, nutrindo e hidratando o tecido para a cirurgia.